Caixa de Correio Acumulada: Maio e Junho de 2017

20 julho 2017
Oi, gente. Tudo bem?
Sempre deixo a Caixa de Correio pra depois e ela acaba nem aparecendo por aqui. Mas, dessa vez, eu trouxe os livros recebidos por fotos mesmo, já que por vídeo está bem complicado de fazer. Estou sem câmera e filmar pelo celular fica péssimo. Em agosto, vou tentar fazer uma caixinha só de julho, juro juro. 


Vou falar um pouco mais de cada livro pra vocês!


Em janeiro eu li O Acordo e O Erro em e-book no LEV. Esses são os dois primeiros volumes da Série Amores Improváveis, de gênero new-adult. São meus queridinhos do ano. Gostei tanto, que já tinha decidido comprar os exemplares físicos quando a editora me mandou o terceiro volume.

Também comprei o livro Juventudes, (In)Segurança e Políticas Públicas, do meu professor orientador Giovane Scherer, mas a capa dele na internet está sem qualidade :S



O livro Armadilha, da autora Melanie, eu recebi da editora Jangada. É um thriller que parece ser bem misterioso com uma pontinha de terror. Já Orgulho e Preconceito, da Jane Austen e O Orfanato da Luz, da Caroline Cristine Pietrobon, vieram da Giz Editorial



Para divulgação, a Companhia das Letras (e os selos Suma e Paralela) me enviou A Rainha de Tearling (que a Paula já resenhou aqui no blog), O Jogo  (terceiro volume de Amores Improváveis) e A Febre do Amanhecer. Mais tarde, me mandou o livro Nossas Noites, que está abaixo. 


E, por fim, a Verus Editora me mandou Casada Até Quarta, da autora Catherine Bybee.

O livro que não está na foto é A Rainha de Tearling, que já foi para a Paula (resenhista) ler e resenhar, mas tem foto do livro no Instagram. 
Os dois livros que comprei tem em várias lojas online, mas achei mais barato na Saraiva. Uma boa dica é se cadastrar no http://www.cupomvalido.com.br/, que tem várias promoções e cupons de desconto. Lá estão, não só a Saraiva, mas várias outras lojas que vendem livros (como o Submarino, Americanas, Extra...).

Logo vou postar as resenhas que estão faltando, fiquem de olho! Beijos

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Resenha: A febre do amanhecer - Péter Gárdos.

19 julho 2017
A Febre do Amanhecer
Autor: Péter Gárdos. 
Páginas: 216.
Editora: Companhia das Letras. 
Exemplar cedido pela editora para divulgação. 

Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

Faz algum tempo que não leio um livro baseado em fatos reais, geralmente esses livros não são minha primeira pedida, mas reconheço que A Febre do Amanhecer me fez querer ler mais obras do gênero. 

Esse livro foi escrito pelo autor Péter Gárdos, que se baseou na vida dos próprios pais para escrevê-lo. O autor também é diretor de filmes e ainda antes de escrever esse livro, fez um filme sobre o que seus progenitores passaram durante a Segunda Guerra Mundial

Nesse frio, só assim mesmo rs

Miklos, pai do autor, é um húngaro, judeu, que saiu de um campo de concentração e agora está em uma espécie de hospital na Suécia (está mais para acampamento que hospital). Ele teve tifo e agora sofre de tuberculose. O médico lhe disse que ele teria apenas mais seis meses de vida. Porém, Miklos não acredita que vai morrer e quer muito se casar, então consegue uma lista com mais de cem nomes de mulheres húngaras e envia uma carta a cada uma delas. Uma das mulheres que lhe responde é Lili, jovem de 18 anos que também está internada, mas em uma cidade distante dali. Os dois começam a se corresponder e logo querem se encontrar. 

Entre a narrativa do autor, vemos trechos das cartas que seus pais mandaram um para o outro. No início, eles utilizam uma linguagem mais formal, chamando-se de "senhor" e "senhorita", mas depois, conforme vão se conhecendo, os dois começam a ser amigos e a trocar não só banalidades, mas assuntos sérios. O tempo passa e eles começam a se gostar de verdade. 


A Febre do Amanhecer tem uma grande carga emocional, eu já esperava isso, considerando que é um livro que se trata de guerra e pós-guerra. As pessoas perderam suas famílias e lares, várias ainda estavam doentes, e as lembranças são terríveis: os pais de Miklos passaram por campos de concentração, viram a morte de milhares de conhecidos e desconhecidos, pegaram doenças... Lili esqueceu o próprio nome em determinado momento. Mas, ainda sim, o autor conseguiu preservar certa leveza na obra. Ele focou no pós-guerra, mostrando como seus pais se apaixonaram e não no que sofreram. Até porque, o autor diz que seus pais sempre evitavam falar sobre as atrocidades da guerra perto dele. 

Algo que me marcou durante a leitura foi perceber que a guerra, mesmo depois de acabar, permanece nas pessoas afetadas por ela. Não apenas fisicamente, mas emocionalmente também. A 2º guerra fez Miklos e Lili repensarem não apenas suas ideias políticas, mas religiosas e sociais também. 

A narrativa do autor é bem objetiva, vai direto ao ponto. Ele conta através do próprio ponto de vista e do ponto de vista dos pais o que aconteceu. Traz trechos das cartas trocadas por Miklos e Lili, mostrado ao leitor como os dois viam o mundo e o que acontecia ao seu redor. Confesso que senti falta de mais descrição do ambiente, das pessoas, de tudo... 

Já faz trinta horas que minha vida
corre sobre trilhos ardentes sem fim.
Olhei-me no espelho e é tão estranho
que agora sou simplesmente feliz.
Trinta horas - como voam os minutos,
mas a cada minuto te amo mais!
Não é verdade que agora apertas, sem largar,
essa mão recém encontrada e exausta? 

O que me fez não dar a nota máxima ao livro foi que senti que o livro estava incompleto. O leitor não sabe como o autor ou seus pais descobriram quem estava delatando Lili ao rabino. Isso é uma incógnita, o livro termina bem na parte que a pessoa está delatando Lili novamente, quase acreditei que meu livro veio sem algumas páginas, mas há epílogo, então acho que está tudo certo com meu exemplar. Eu também queria saber o que aconteceu aos outros personagens. 

O ponto positivo, para mim, foi ver a forma como o casal se apaixona mesmo sem se conhecer pessoalmente. Isso não acontece muito nos dias de hoje, não é mesmo? Adorei os poemas de Miklos e a forma como Lili reagia a eles. Confesso que se Péter Gárdos tivesse publicado apenas as cartas, sem narrativa alguma, eu ainda assim leria a obra. Além disso, a capa é linda, tem uma textura gostosa de passar a mão e a editora arrasou na diagramação!

Dei 4 estrelinhas (★★★★) no Skoob! Recomendo a leitura, que é rápida e gostosa! Beijos

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TBR para a Maratona Literária de Inverno #MLI2017

14 julho 2017
Oi, gente. Tudo bem?
Nas férias de inverno, o Victor do Geek Freak organiza maratonas literárias. Eu sempre tento participar, mas nem sempre dá certo hehe Vou tentar de novo esse ano e vamos ver no que vai dar!

A maratona vai durar do dia 16 ao dia 30 de julho de 2017! E, dessa vez, por causa das mil tretas da maratona de verão (MLV), não tem grupos nem competição. Vocês podem ter mais informações no vídeo que o Victor postou no canal dele. 

Tem formulário para se inscrever e dá pra escolher entre três níveis de dificuldade: Fácil, Intermediário e Hard Core. Eu me inscrevi no Intermediário e os desafios que terei que cumprir são: 

Fácil
Ler um livro com a capa azul
Ler um livro com menos de 200 páginas
Ler um livro que você comprou pela capa


Intermediário
Ler um livro escrito por uma mulher
Ler um livro sem saber a sinopse, ou do que se trata
Ler um livro nacional

E os livros que escolhi foram:




Armadilha, da autora Melanie Raabe se encaixa no desafio "escrito por mulher";
Big Rock quase se encaixa no desafio "livro com menos de 200 páginas", sinceramente essa categoria foi a mais difícil de preencher, então escolhi Big Rock, que tem 224 páginas; 
A escolhida é um livro "nacional" e que eu "comprei pela capa" e
O lado feio do amor, da Colleen Hoover (autora que eu amo!) entra em "livro com capa azul" e "livro que não sei a sinopse". 

Vocês vão participar da maratona literária? Já montaram a TBR de vocês? Comentem aí em baixo! Beijos <3

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Resenha: A Rainha de Tearling - Erika Johansen.

11 julho 2017

A Rainha de Tearling
Autora: Erika Johansen
Páginas: 352
Editora: Suma de Letras


Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.

O livro A Rainha de Tearling apresenta uma história medieval, onde a monarquia ainda predominava e que ocorriam muitas guerras por disputa de terras e reinos. 
O livro nos apresenta Kelsea, a princesa herdeira do reino de Tearling, que até seus dezenove anos foi mantida escondida com pais adotivos em um chalé, por decisão de sua mãe, Rainha Elyssa, para que fosse educada e treinada pois precisava se tornar uma grande rainha.

Quando a Guarda da Rainha aparece no chalé onde viveu por dezenove anos para buscá-la, ela dá adeus aos seus pais adotivos e ruma, junto a guarda, para uma nova vida na Fortaleza. Mas Kelsea não imaginava que encontraria tantos inimigos querendo matá-la e tantas coisas que ainda não sabe sobre si mesma.

Kelsea se mostra ser destemida, corajosa, leal e bondosa com todos. Se surpreende ao ver seu povo na mais miserável vida e decidi por fim a esse sofrimento ao povo e se torna querida por todos antes mesmo de se sentar ao trono que se encontra ocupado por seu tio que vive luxuosamente sem se importar com o povo e só consigo mesmo.

Como se já não tivesse inimigos suficientes, A Rainha Vermelha, rainha do reino de Mortmesne também quer Kelsea morta, mas a rainha vermelha é uma vilã inteligente, audaciosa e que calcula como pode invadir Tearling e matar Kelsea para se livrar da princesa que todos a chamam de Rainha Verdadeira.
Vamos descobrindo magia no decorrer do livro vinda da rainha vermelha e das safiras que Kelsea carrega consigo para mostrar ser de fato a rainha de Tearling.



 Não há nenhum romance na trama, ocorre um "gostar" de Kelsea e Fetch, mas não aparece realmente se era recíproco da parte dele. O livro gira em torno de grandes rainhas e isso foi um ponto que eu achei interessante por não abordar reis que geralmente tem em livros medievais.

Os personagens são extremamente cativantes. Começando por Kelsea, ela mostra desde o início do livro ser uma pessoa corajosa, inteligente, bondosa, leal que daria sua vida pelo povo. Sua mãe, A rainha Elyssa que morrera a alguns anos antes era vaidosa, se preocupava demais com a beleza deixando coisas realmente importantes de lado e Kelsea é o contrário da mãe, em relação a aparência, Kelsea não se considera bonita, se considera comum e predomina sempre o que vem de dentro, o caráter.

Os guardas da rainha, no início do livro, devo confessar que não estava gostando de nenhum! Mas no decorrer do livro acabei gostando de todos, o mundo realmente dá voltas. Clava foi o meu preferido. Ele parecia carrancudo, enigmático e misterioso, mas se mostra fiel a Kelsea, corajoso, com habilidades fora do comum e muito leal a rainha.

Fetch, o pai dos ladrões, realmente foi uma surpresa para mim, foi algo diferenciado dos livros, uma rainha gostar de um ladrão. Pareceu ser recíproco até certa parte, mas é duvidoso, pois Fetch é misterioso, não revela sentimentos, é um ladrão procurado pelo reino inteiro e que não sente dó nem piedade na hora de cometer suas crueldades.

É um livro maravilhoso, com uma narrativa clara, objetiva e uma narrativa coloquial encantadora. A autora envolve o leitor no livro, fazendo ler muito do livro todos os dias e nem percebemos quando o livro acaba de tão envolvente e quando acaba é uma sensação de: por que eu não li mais devagar?

Confesso que fiquei confusa em relação de ser o passado, já que a era medieval já se foi, ou se é um futuro no qual as coisas relacionadas a tecnologia já aconteceram, mas se perderam em um oceano e novamente voltou essa era da fala coloquial, vestidos compridos e a monarquia.

A capa é linda, mas a impressão contém letras pequenas que dificultam na hora da leitura, mas você vai se acostumando e nem percebe depois o tamanho da fonte.

É um livro que não deixa o leitor cansado de coisas repetidas justamente por que tudo dentro da trama é uma surpresa e é aquele típico livro que faz você pedir só mais um capítulo.

Paula Nunes.

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