Resenha: Minha vida (não tão) perfeita - Sophie Kinsella.

10 outubro 2017
Minha vida (não tão) perfeita
Autora: Sophie Kinsella
Páginas: 406. 
Editora: Record. 
Livro recebido pela editora para resenha. 

Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella.
Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa , seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter - a executiva que tem tudo a seus pés - possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Quando soube do lançamento de Minha vida (não tão) perfeita, fiquei muito feliz, pois sou muito fã da Sophie Kinsella. A sinopse me deixou bem curiosa, porque além de ter o que todos os livros da autora tem, como diversão, romances e confusões, percebi que há uma crítica à geração de hoje, que tenta mostrar que tem uma vida perfeita através das redes sociais.

Katie Brenner sempre sonhou em morar em Londres. Então depois da faculdade, foi para lá, arrumou um emprego e alugou um quarto minúsculo em um flat. No novo emprego, ela prefere ser chamada de Cat, cortou uma franja no cabelo e se livrou do seu sotaque do interior, fazendo de tudo para fazer parte de Londres.

Na verdade, sou Cat. Cat, apelido de Catherine. Porque... bem. É um nome legal. É curto e forte. É moderno. É Londres. Sou eu. Cat. Cat Brenner. 
Apesar das fotos maravilhosas que ela posta no Instagram, ela divide o flat com um cara maluco e espaçoso e seu emprego não é tão legal quanto ela pensou que seria. Ou seja, a vida dela só é perfeita nas redes sociais. Além disso, sua chefe, Demeter, parece ter tudo o que alguém pode desejar: uma casa perfeita, filhos perfeitos, marido perfeito e emprego perfeito.

Quando conhece Alex, um dos sócios da empresa na qual ela trabalha, Katie pensa que as coisas podem estar mudando para ela. Ele é bonito, divertido e criativo. Mas, tudo vai por água abaixo quando Demeter a demite. Agora, desempregada, ela se obriga a voltar para casa no interior. Claro que as protagonistas da Sophie não pagam imposto pra se meter em encrencas, então Cat decide não contar nada para seu pai e encontrar outro emprego antes que ele descubra qualquer coisa.

Em Somerset, Katie ajuda seu pai na administração de um camping de luxo, comprando mercadorias, fazendo marketing do lugar e organizando atrações para os clientes. Para sua surpresa, Demeter chega no gampling com sua família para passar o final de semana. Quando ela chega lá, ela nem se lembra mais de Katie/Cat, que decide se vingar, inventando atividades nojentas e humilhantes para sua ex chefe fazer. Nesse tempo em que passam juntas, ela passa a conhecer Demeter bem melhor. A cereja do bolo é o Alex, que chega no gampling pouco depois. 



Sophie Kinsella nunca me decepciona, a escrita dela é leve, divertida e cativante. Só parei de ler quando terminei, já com aquela sensação de "por que li tão rápido?". E, como sempre, tive que ler em local privado, pelo perigo de passar vergonha em pública dando altas gargalhadas.

A construção dos personagens, com certeza, é um ponto positivo. Cat/Katie Brenner é uma protagonista com a qual muitas leitoras vão se identificar. Ela é insegura, querendo fazer parte de algo que ela ama, mas ao mesmo tempo é autêntica e espontânea. E o crescimento dela durante a leitura é palpável, ela deixa de mentir sobre quem realmente é. Demeter também é uma personagem bem estruturada, mas não vou dar spoilers sobre ela.



A crítica que a autora traz com essa obra é bem válida. Em uma época na qual há uma pressão geral para que alcancemos a felicidade, seja através de emprego, casa própria, faculdade, carro... como fazer para não entrar nessa lógica? Qualquer Instagram que eu entrar agora vai me mostrar paisagens bonitas, roupas caras, comidas interessantes e livros novos. Nada de contas a pagar, estragos no encanamento ou caras inchadas de choro. Por que damos tanta importância às aparências quando sabemos que a vida de ninguém é perfeita?

Eu adorei esse livro e acredito que todos que buscam uma boa história de amor, drama, mas também muitas risadas, vão adorar também! Dei cinco estrelinhas bem merecidas no Skoob! Vocês já leram esse livro? Ou algum outro da autora? Comentem aí em baixo! Beijos

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Resenha: Geekerela - Ashley Poston.

04 outubro 2017


Geekereka
Autor: Ashley Poston . 
Páginas: 384.
Editora: Intrínseca.  
Nota:4.5 /5
Um divertido romance que traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje. Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas. Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário. Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam. 

Olá, gente!

A resenha de hoje é sobre um livro bem amorzinho, que eu não esperava muita coisa, mas acabei me surpreendendo positivamente.


O livro é escrito pela autora Ashley Poston, de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas resolvi dar uma chance para o seu trabalho. Eu pensei que ia ser só mais uma história, assim nada muito profundo ou complexo, porque a capa era colorida demais, com brilhos, desenhos e se tratava de uma nova versão da história da Cinderela. Mas eu estava bem errada e que bom!

A história narra as desventuras de Elle (nossa Cinderela Geek) que vive, claro, com sua madrasta, que aqui não é tão má, perversa e cruel, só incompreensiva, distante, egoísta, falsa, hipócrita, um pouco burra e sem amor na vida, e com as filha dela, as gêmeas vloguers, descoladas, que sempre sugam tudo de bom que há ao redor. Elle mora com sua madrasta e suas irmãs postiças na casa que era de seu pai, uma casa bonita por fora e caindo aos pedaços por dentro, o que funciona como uma metáfora para a vida da madrasta e das gêmeas, que vivem de glamour e riqueza desfilando pela cidade, enquanto Elle tem que trabalhar fora para se sustentar e ainda realizar todos os reparos de que a casa precisa. Mas Elle está cansada e não vê a hora de completar 18 anos e se livrar dessa vida de sofrimento, numa casa cheia de lembranças e carente de amor.

E praticamente do outro lado do país, há Darien Freeman, o novo galã do pedaço, com seu porte atlético e sorriso marcante, Darien que foi descoberto em um seriado adolescente e agora não tem mais vida social. Darien não sabe como sua vida chegou exatamente aquele ponto, em um dia era um ninguém e no outro era a celebridade adolescente mais cobiçada do país, cercado por milhares de fãs loucas e histéricas, repórteres sempre atrás de mais uma derrapada sua e seu pai controlando todos os aspectos da sua vida, lhe proibindo até de tomar uma Fanta (esse refrigerante é crucial no desenvolvimento da narrativa).


Mas o que esses dois personagens têm comum e o que faz eles se encontrarem?

Se você disse Starfield, você está mais do que certo. 

Starfield é uma série televisiva sci-fi criada pela autora que reúne aspectos já conhecidos pela comunidade Geek e presentes em Star Wars, Star Trek, Guardiões da Galáxia, Doctor Who e franquias do gênero. Ou seja, é uma história dentro de outra história dentro de outra história (Starfield-Geekerela-Cinderela), um inception infinito.

E os dois personagens amam esse série, são realmente apaixonados, nerds de carteirinha.

Enquanto Elle herdou sua paixão de seus falecidos pais, que faziam cosplays quando o termo nem existia, que assistiam com ela a todos os episódios, que a levavam para todos os concursos e encontros nerds, e uma dessas convenções, inclusive, foi criada pelo seu pai, e é simplesmente o maior encontro de fãs de Starfield no mundo. Elle guarda sua paixão por Starfield como sua maior preciosidade da vida, porque é a única coisa que sua madrasta e irmãs não são capazes de destruir, e porque gostar de Starfield é lembrar dos seus pais, deixá-los mais próximos do coração, mais perto das estrelas.
Já Darien é filho de pais ricos separados, apesar de seus pais estarem vivos, eles não agem como pais de verdade, pois não há mais laços, nem tempo para isso, só há fama, dinheiro e reconhecimento. Então Darien ama Starfield porque a série traz lembranças de quando sua vida era mais fácil, quando ele podia simplesmente sair na rua sem ter medo de ser atacado, quando ele apenas desfrutava de bons momentos com seu pai vendo a série, e não tendo que carregar a responsabilidade de fazer um filme sobre ela, com uma multidão ensandecida lhe dizendo de todas as formas que ele não é capaz de fazer um filme dessa magnitude, de encarnar um papel tão importante.


Assim, os destinos de Elle e Darien vão se cruzar quando Elle, a maior fã de Starfield que já pisou nesse mundo, descobre que Darien Freeman, o galã adolescente, ídolo das suas irmãs postiças, vai encarnar o Príncipe da Federação, o personagem mais importante de Starfield. Elle simplesmente não aceita isto, ela se sente ultrajada e enganada e desabafa em seu blog, colocando tudo que sente nas palavras, Elle escreve uma crítica ferrenha à escolha do ator para o remake de sua série preferida, e seu texto se torna o mais visualizado da história da comunidade de artilheiros intergaláticos. Colocando em dúvida o talento de Darien Freeman e o futuro da franquia.  Em outro ponto está Darien, que quer muito fazer a diferença com a atuação desse personagem nessa história que ele ama desde sempre, mas está inseguro e não sabe se consegue.

Os personagens então se conhecem, sem se conhecer propriamente, graças a uma promoção em que  o vencedor do concurso de cosplays vai conhecer Darien Freeman, o novo rosto do Príncipe da Federação, e ganhar passagens para Los Angeles (creio). Então, por uma coincidência do destino (ou não) Elle, que quer muito participar do concurso para se livrar dessa vida de gata borralheira, conhece Darien (sem saber que é ele mesmo), quando este manda uma mensagem para o celular de seu pai por engano para cancelar sua participação no concurso por medo da recepção do público e para tomar as rédeas de sua vida. Dessa forma, um tanto inusitada e tão clichê nos nossos queridos romances YA's, os personagens começam a conversar anonimamente por mensagens de texto, criam laços e se apaixonam (claro).



Vamos, assim, acompanhar a saga de Elle para encontrar a fantasia perfeita e vencer o concurso junto com sua amiga estilista (e fada madrinha), Hera, que tem cabelo verde, ama K-pop, trabalha com ela na Abóbora Mágica, um food truck vegano, é  muito desaforada e, ao mesmo tempo, é a personagem mais amor de todas, a melhor amiga que Elle poderia ter. Não vamos esquecer do cachorro salsicha que elas adotam e se torna o companheiro de aventuras delas. E de Darien no set de gravações do filme de Starfield, tentando de todas as maneiras dar o seu melhor, enfrentando o seu pai, a imprensa, e tudo mais, para preservar seu amor por Elle, uma pessoa que se apaixonou por ele sem saber quem ele era. A partir disso, vão ocorrer várias confusões, desentendimentos, desventuras, algumas tragédias, brigas, armadilhas e muitas outras coisas que só deixam a história mais interessante.

O livro é narrado em primeira pessoa, com capítulos intercalados entre Elle e Darien, é divido em três partes: MIRAR, APONTAR PARA AS ESTRELAS e DISPARAR, que é a mensagem mais icônica da saga Starfield, e repetida incansavelmente pelos fãs, e dentro de Geekerela tem um significado metafórico, demonstrando como cada fase da história irá se desenvolver.

A linguagem é atual e a narrativa é bem fluida, pois tem muitas partes com mensagens de texto trocadas entre os personagens, pode ser que tenha muitos termos técnicos e referências a séries, filmes e livros que já conhecemos (ou não), mas a narrativa é simples, sem ser boba.

Os personagens são bem construídos, as motivações são plausíveis (quando você se dá conta que eles têm 16/17 anos) e o enredo é bem amarradinho. É um livro divertido, com uma mensagem bonita por trás, de que devemos valorizar quem somos, mesmo diante das dificuldades e que somos capazes de realizar nossos sonhos, mesmo que seja de maneiras que não havíamos imaginado.






A edição é muito bonita, muito mais do que eu esperava, com muitos detalhes pensados delicadamente por alguém que leu o livro e que mostrar o melhor dele. As páginas são amareladas, tamanho da letra bom, espaçamento grande, boa diagramação também. Os aspectos "físicos" da leitura não te cansam.

É um lançamento e aposta da Editora Intrínseca, e claro, precisa de umas melhoras aqui e ali na tradução, mas nada que atrapalhe a leitura, pois a edição é bonita demais, quase um artigo de luxo.  Parabéns a Editora pelo cuidado. Tem umas coisinhas que deveriam ser melhor contadas? Tem sim, mas não fazem tanta diferença assim no resultado final. E quanto a história só me resta dizer que eu recomendo muito, é um livro emocionante, apesar de ser uma releitura, é cheio de surpresas e diálogos engraçados, fofos e apaixonantes, que te dão vontade de grifar o livro inteiro.


Enfim, espero que vocês se apaixonem por esta história como eu me apaixonei e possam viver um romance nas estrelas como Elle e Darien. 

Até mais,

Melissa.
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Resenha: Invisível - Nina Spim. #setembroamarelo

29 setembro 2017
Invisível
Autora: Nina Spim. 
Páginas: 15. 
Compre aqui
Conto recebido em parceria com a autora. 

Algumas flores não têm cor. Algumas mentes começam a esquecer do que sempre estiveram ao redor.
A protagonista deste conto não se lembra de como tudo mudou e, tão debilitada, não sabe como amenizar os efeitos do que não sente.
A depressão não escolhe um rosto. E o rosto, às vezes, se faz invisível.

Oi, gente. Tudo bem?
Não sei se vocês sabem, mas temos um "tema" para cada mês do ano com o objetivo de conscientizar sobre saúde. Anteriormente, eu conhecia apenas o Outubro Rosa, que conscientiza sobre o câncer de mama, mas depois descobri que cada mês pode ter várias cores e que as cores podem até se repetir. 
A resenha de hoje tem a ver com o Setembro Amarelo, que trata da prevenção ao suicídio. Esse é um assunto extremamente importante de se debater, se você não conhece alguém que já tentou cometer suicídio, conhece alguém que conhece uma pessoa que já tentou. Os números são alarmantes. 

Nesse contexto, temos esse conto maravilhoso da Nina, que fala sobre uma protagonista que tem depressão, que já não sente mais, não vê mais as cores, não quer mais se lembrar, só quer dormir e esquecer. Essa protagonista está afundada em um limbo, onde as coisas não acontecem da mesma forma que para outras pessoas, ou até mesmo não acontecem. As emoções não são claras ou até já não mais existem. Essa protagonista precisa de ajuda e essa ajuda vem na forma de sair de casa e passar um tempo em um lugar apropriado para isso. 

Já me disseram muitas recomendações, porque as pessoas são assim: elas podem não entender nada sobre você, mas precisam falar o que é melhor para uma vida que não é delas.

É muito comum as pessoas não saberem como a depressão se dá e acabarem falando coisas que machucam quem tem a doença. Se você conhece alguém que passa por isso, não faça pré julgamentos. Ou melhor, não faça julgamentos. Cada um passa por uma depressão de forma diferente, sente de forma distinta. Em Invisível, existe uma pessoa que não entende a protagonista, mas a apoia. E esse apoio é fundamental. 

Não sei de quem é essa ilustração, se alguém souber, avise nos comentários, que dou os créditos. 

A escrita da Nina, em primeira pessoa, toca e cativa o leitor, que consegue entender ou até mesmo se identificar com a personagem. A narrativa é bem crua de início e eu me perguntei se conseguiria ler até o final. Mas, a carga emocional vai ficando menos pesada conforme a protagonista vai superando certas coisas. 

A tristeza já foi embora há muito tempo, e agora apenas sobrou um vazio. 

Invisível me trouxe muitos sentimentos. Embora eu nunca tenha pensado em suicídio, tenho depressão há bastante tempo e, muitas vezes, é bem difícil lidar com isso. Então, acabei achando certas partes do conto bem familiares. O desfecho deixou meu coração mais leve, com um pouco mais de esperança! 

Está tudo bem sentir o peito comprimido, o ar dissolvido na traqueia, o pavor infinito na mente. Está tudo bem ter que correr, fechar os olhos e contar até cem.

Você sabia que tem um número que você pode ligar para conversar? É o Centro de Valorização a Vida! O número é 141. Esse número aparece toda vez que você busca "suicídio" no Google. 
Ah, a gente já resenhou outros contos na Nina aqui no blog: Imersão, Caleidoscópio e Sutilmente. Todos são lindos e merecem ser lidos

Nina Spim é uma escritora sonhadora dotada de blue feelings. É acadêmica do curso de Jornalismo na PUC-RS. Autora dos contos “Heart and Love” (2014) e “Coisas, definitivamente, de Amélia” (2014), das Antologias Amor nas Entrelinhas e Aquarela, respectivamente, pela Andross Editora. Autora dos contos "Caleidoscópio" (2015), "Imersão" (2015), "Sutilmente" (2015) e "Invisível" (2017), publicados na Amazon, e do conto "Roda-gigante" (2015), publicado online na revista Fluxo. Pela Darda Editora foram "No Silêncio de um retrato" (2016) na Antologia Ridículas Cartas de Amor e "Entre as cinzas e o fogo" (2017) na Antologia Valquírias, além de poemas na Antologia Ondas Poéticas (2017). É colaboradora nos sites Revista Pólen e HEADCANONS. Dona do blog www.ninaeuma.blogspot.com.br

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Resenha: Big Rock - Lauren Blakely.

28 setembro 2017
Big Rock
Autora: Lauren Blakely
Páginas: 224
Editora: Faro Editorial

“A maioria dos homens não entendem as mulheres.”
Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.
E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim.
Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.

Oi, gente. Tudo bem?
Quando vi a capa de Big Rock pela primeira vez, confesso que não gostei muito. Geralmente, não gosto quando a capa tem pessoas (seja rosto ou corpo). Mas as resenhas que li sobre o livro eram bem positivas, então acabei me convencendo e comprei, até porquê gostei da sinopse. 

Big Rock traz Spencer Holiday, um mocinho bem clichê: rico, mulherengo e egocêntrico. O que ele tem de diferente é que é divertido e engraçado, não aquele CEO arrogante que sempre vemos nos romances. Spencer tem um bar chamado The Lucky Spot com sua sócia Charlotte e eles são melhores amigos desde a faculdade. 

Os pais de Spencer são donos de uma grande empresa de joias. Porém, eles querem se aposentar e sabem que nenhum dos filhos quer trabalhar nesse ramo, então decidem vender a empresa. O comprador, o Sr. Offerman, é um homem conservador, machista e controlador. Pensando no bem dos pais e no futuro da empresa, Spencer quer passar uma boa imagem e decide mentir que tem uma noiva. É aí que entra Charlotte, que vai ser a noiva de mentirinha. 

Quanto mais tempo Spencer e Charlotte ficam fingindo que são noivos, mais tempo eles começam a pensar como realmente seria se eles estivessem juntos desse jeito. Depois de um beijo muy caliente, eles pensam em rever a forma como seu relacionamento se dá. 

Big Rock é inteiramente narrado pelo Spencer em primeira pessoa. Ao mesmo tempo em que é divertido saber o ponto de vista dele, senti falta do ponto de vista feminino. Charlotte nem parece ser protagonista, já que existe pouquíssimo aprofundamento de sua personalidade. Na verdade, nenhum personagem tem profundidade, nem mesmo Spencer e acho que esse é o ponto mais negativo da narrativa. 

A narrativa é bem leve, Spencer é divertido e engraçado. Acho que esse livro daria uma ótima comédia romântica daquelas que assistimos na sessão da tarde. Não é um livro que vai entrar para os favoritos, mas é uma boa leitura para passar o tempo. 

A diagramação está ótima! Embora os capítulos estejam escritos de forma errada ("cápitulo" isso incomodou muito meu TOC), eles são curtos, o que facilitou a leitura, que foi bem rápida e confortável. Como já disse lá em cima, da capa não gostei, mas o interior do livro está muito bonito. 

No geral, posso dizer que foi uma boa leitura sem altos e baixos. Li durante as férias para a Maratona Literária de Inverno e fiquei feliz com a leitura. Dei quatro estrelinhas (★★★★) no Skoob por isso. Deixei passar a questão dos personagens não terem nenhuma profundidade, pois acho que essa era a intenção da autora: divertir e entreter apenas, não emocionar.

Pelo que entendi, esse livro é o primeiro de uma duologia (ou trilogia?). O segundo livro vai falar do melhor amigo e da irmã do Spencer. Ainda não tenho certeza se vou comprar. Vocês já leram Big Rock? O que acharam? Beijos ♥ 
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