Resenha: Armadilha - Melanie Raabe.

24 julho 2017
Armadilha
Autora: Melanie Raabe
Páginas: 304
Editora: Jangada
Compre | Compre
Exemplar recebido em parceria com a editora. 

Linda, uma escritora best-seller, vive reclusa em sua casa à beira de um lago desde o assassinato de sua irmã mais nova há doze anos. O assassino nunca foi pego, mas Linda o viu de relance, e agora ela acaba de reconhecer seu rosto na TV. Ele é Victor, um brilhante jornalista. Pensando numa saída para pegá-lo, ela escreve um best-seller baseado no assassinato da irmã e concorda em conceder uma única entrevista à imprensa, em sua casa, para Victor. A partir daí tem início um embate perturbador. Cheio de reviravoltas, tensão e terror psicológico.

Oi, gente. Tudo bem?
Todo mundo que me conhece sabe que um dos meus gêneros literários favoritos é o suspense/mistério. E confesso que sou bem exigente com esse gênero! Sempre que escolho um para ler, espero ser surpreendida, espero que o autor tenha pensado em algo que me deixe pensando "nem em mil anos eu imaginaria isso!". 

Armadilha é um suspense, mas mais que isso, ele é um thriller. Ou seja, além do mistério, ainda tem aquela carga emocional que deixa o leitor agoniado. E, embora tenha sido uma leitura interessante, não foi nem de longe um dos meus suspenses favoritos. 

Nessa obra temos Linda, uma escritora famosa que não sai de casa há uns onze anos. A irmã dela, Anna, foi assassina há doze anos atrás e apenas Linda viu o assassino. Porém, como o assassino não foi encontrado, nem todo mundo acredita em Linda. 

Agora, doze anos depois, Linda reconhece o assassino da sua irmã na TV, ele é um jornalista chamado Victor Lenzen. Ela decide conceder uma entrevista para ele na sua casa com o objetivo de conseguir alguma prova de que foi ele que cometeu o assassinato de Anna. Porém, essa armadilha não funciona exatamente como Linda esperava. Então, a história toma um rumo diferente do esperado pelo leitor. 



Armadilha é um ótimo thriller, mas não é um bom suspense. Diferentemente de outros livros do gênero, Armadilha não traz várias opções de assassinos em potencial para o leitor ficar confuso pensando "quem matou? como? WTF?". Nessa obra, temos apenas duas opções e a verdadeira é a mais óbvia, pelo menos para mim. Então, não acho que essa obra possa ser considerada um bom mistério. Maaaaas...

Enquanto thriller, Armadilha me satisfez. A protagonista tem muitos problemas emocionais e psicológicos, então a gente não sabe se ela está falando a verdade, se ela não se lembra ou se ela está simplesmente imaginando como poderia ter sido (sim, tem cenas inteiras apenas fruto da imaginação dela). E isso prende o leitor, a gente quer descobrir se a mulher está completamente louca ou se ainda tem um pouco de razão nela. 

Um ponto positivo para a autora foi a construção da protagonista: Linda está tão doente psicologicamente, que é quase palpável. Com o passar da leitura, eu achava que eu também estava ficando louca. Melanie Raabe conseguiu fazer com que eu me colocasse no lugar da personagem, que eu vivesse esse livro, parecia que eu estava lá, sofrendo com a Linda, levando cada susto. 

"Sei que deveria fazer alguma coisa antes que seja tarde demais, antes que eu caia por completo no turbilhão da depressão, que me puxa para baixo, para a escuridão. Sei que deveria conversar com um médico, deixar que me prescrevesse alguma coisa, mas não consigo me levantar. O esforço físico parece excessivamente grade. E, no fundo, tanto faz". 

Outro ponto positivo foi a ambientação em um lugar diferente dos outros livros que costumo ler. Tudo bem que Linda passa quase o livro inteiro dentro de sua casa, mas eu consegui aprender um pouco mais sobre Munique, na Alemanha. 

Se você quer um livro pesado, com reviravoltas impressionantes, quer levar uns sustos, mas não se preocupa tanto em ficar surpreso com a descoberta do assassino, então Armadilha é uma boa pedida! Beijos ♥ 

Viu algum erro nesse texto?
Envie um e-mail para bloglivrosecores@gmail.com
Nos acompanhe nas redes sociais

Caixa de Correio Acumulada: Maio e Junho de 2017

20 julho 2017
Oi, gente. Tudo bem?
Sempre deixo a Caixa de Correio pra depois e ela acaba nem aparecendo por aqui. Mas, dessa vez, eu trouxe os livros recebidos por fotos mesmo, já que por vídeo está bem complicado de fazer. Estou sem câmera e filmar pelo celular fica péssimo. Em agosto, vou tentar fazer uma caixinha só de julho, juro juro. 


Vou falar um pouco mais de cada livro pra vocês!


Em janeiro eu li O Acordo e O Erro em e-book no LEV. Esses são os dois primeiros volumes da Série Amores Improváveis, de gênero new-adult. São meus queridinhos do ano. Gostei tanto, que já tinha decidido comprar os exemplares físicos quando a editora me mandou o terceiro volume.

Também comprei o livro Juventudes, (In)Segurança e Políticas Públicas, do meu professor orientador Giovane Scherer, mas a capa dele na internet está sem qualidade :S



O livro Armadilha, da autora Melanie, eu recebi da editora Jangada. É um thriller que parece ser bem misterioso com uma pontinha de terror. Já Orgulho e Preconceito, da Jane Austen e O Orfanato da Luz, da Caroline Cristine Pietrobon, vieram da Giz Editorial



Para divulgação, a Companhia das Letras (e os selos Suma e Paralela) me enviou A Rainha de Tearling (que a Paula já resenhou aqui no blog), O Jogo  (terceiro volume de Amores Improváveis) e A Febre do Amanhecer. Mais tarde, me mandou o livro Nossas Noites, que está abaixo. 


E, por fim, a Verus Editora me mandou Casada Até Quarta, da autora Catherine Bybee.

O livro que não está na foto é A Rainha de Tearling, que já foi para a Paula (resenhista) ler e resenhar, mas tem foto do livro no Instagram. 
Os dois livros que comprei tem em várias lojas online, mas achei mais barato na Saraiva. Uma boa dica é se cadastrar no http://www.cupomvalido.com.br/, que tem várias promoções e cupons de desconto. Lá estão, não só a Saraiva, mas várias outras lojas que vendem livros (como o Submarino, Americanas, Extra...).

Logo vou postar as resenhas que estão faltando, fiquem de olho! Beijos

Você viu algum erro nesse texto?
Envie um e-mail para bloglivrosecores@gmail.com
Nos acompanhe nas redes sociais:

Resenha: A febre do amanhecer - Péter Gárdos.

19 julho 2017
A Febre do Amanhecer
Autor: Péter Gárdos. 
Páginas: 216.
Editora: Companhia das Letras. 
Exemplar cedido pela editora para divulgação. 

Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

Faz algum tempo que não leio um livro baseado em fatos reais, geralmente esses livros não são minha primeira pedida, mas reconheço que A Febre do Amanhecer me fez querer ler mais obras do gênero. 

Esse livro foi escrito pelo autor Péter Gárdos, que se baseou na vida dos próprios pais para escrevê-lo. O autor também é diretor de filmes e ainda antes de escrever esse livro, fez um filme sobre o que seus progenitores passaram durante a Segunda Guerra Mundial

Nesse frio, só assim mesmo rs

Miklos, pai do autor, é um húngaro, judeu, que saiu de um campo de concentração e agora está em uma espécie de hospital na Suécia (está mais para acampamento que hospital). Ele teve tifo e agora sofre de tuberculose. O médico lhe disse que ele teria apenas mais seis meses de vida. Porém, Miklos não acredita que vai morrer e quer muito se casar, então consegue uma lista com mais de cem nomes de mulheres húngaras e envia uma carta a cada uma delas. Uma das mulheres que lhe responde é Lili, jovem de 18 anos que também está internada, mas em uma cidade distante dali. Os dois começam a se corresponder e logo querem se encontrar. 

Entre a narrativa do autor, vemos trechos das cartas que seus pais mandaram um para o outro. No início, eles utilizam uma linguagem mais formal, chamando-se de "senhor" e "senhorita", mas depois, conforme vão se conhecendo, os dois começam a ser amigos e a trocar não só banalidades, mas assuntos sérios. O tempo passa e eles começam a se gostar de verdade. 


A Febre do Amanhecer tem uma grande carga emocional, eu já esperava isso, considerando que é um livro que se trata de guerra e pós-guerra. As pessoas perderam suas famílias e lares, várias ainda estavam doentes, e as lembranças são terríveis: os pais de Miklos passaram por campos de concentração, viram a morte de milhares de conhecidos e desconhecidos, pegaram doenças... Lili esqueceu o próprio nome em determinado momento. Mas, ainda sim, o autor conseguiu preservar certa leveza na obra. Ele focou no pós-guerra, mostrando como seus pais se apaixonaram e não no que sofreram. Até porque, o autor diz que seus pais sempre evitavam falar sobre as atrocidades da guerra perto dele. 

Algo que me marcou durante a leitura foi perceber que a guerra, mesmo depois de acabar, permanece nas pessoas afetadas por ela. Não apenas fisicamente, mas emocionalmente também. A 2º guerra fez Miklos e Lili repensarem não apenas suas ideias políticas, mas religiosas e sociais também. 

A narrativa do autor é bem objetiva, vai direto ao ponto. Ele conta através do ponto de vista dos pais o que aconteceu. Traz trechos das cartas trocadas por Miklos e Lili, mostrado ao leitor como os dois viam o mundo e o que acontecia ao seu redor. Confesso que senti falta de mais descrição do ambiente, das pessoas, de tudo... Mas isso é entendível, considerando que o autor não estava lá para ver as coisas. 

Já faz trinta horas que minha vida
corre sobre trilhos ardentes sem fim.
Olhei-me no espelho e é tão estranho
que agora sou simplesmente feliz.
Trinta horas - como voam os minutos,
mas a cada minuto te amo mais!
Não é verdade que agora apertas, sem largar,
essa mão recém encontrada e exausta? 

O que me fez não dar a nota máxima ao livro foi que senti que o livro estava incompleto. O leitor não sabe como o autor ou seus pais descobriram quem estava delatando Lili ao rabino. Isso é uma incógnita, o livro termina bem na parte que a pessoa está delatando Lili novamente, quase acreditei que meu livro veio sem algumas páginas, mas há epílogo, então acho que está tudo certo com meu exemplar. Eu também queria saber o que aconteceu aos outros personagens. 

O ponto positivo, para mim, foi ver a forma como o casal se apaixona mesmo sem se conhecer pessoalmente. Isso não acontece muito nos dias de hoje, não é mesmo? Adorei os poemas de Miklos e a forma como Lili reagia a eles. Confesso que se Péter Gárdos tivesse publicado apenas as cartas, sem narrativa alguma, eu ainda assim leria a obra. Além disso, a capa é linda, tem uma textura gostosa de passar a mão e a editora arrasou na diagramação!

Dei 4 estrelinhas (★★★★) no Skoob! Recomendo a leitura, que é rápida e gostosa! Beijos

Viu algum erro nesse texto?
Envie um e-mail para bloglivrosecores@gmail.com
Nos acompanhe pelas redes sociais!

TBR para a Maratona Literária de Inverno #MLI2017

14 julho 2017
Oi, gente. Tudo bem?
Nas férias de inverno, o Victor do Geek Freak organiza maratonas literárias. Eu sempre tento participar, mas nem sempre dá certo hehe Vou tentar de novo esse ano e vamos ver no que vai dar!

A maratona vai durar do dia 16 ao dia 30 de julho de 2017! E, dessa vez, por causa das mil tretas da maratona de verão (MLV), não tem grupos nem competição. Vocês podem ter mais informações no vídeo que o Victor postou no canal dele. 

Tem formulário para se inscrever e dá pra escolher entre três níveis de dificuldade: Fácil, Intermediário e Hard Core. Eu me inscrevi no Intermediário e os desafios que terei que cumprir são: 

Fácil
Ler um livro com a capa azul
Ler um livro com menos de 200 páginas
Ler um livro que você comprou pela capa


Intermediário
Ler um livro escrito por uma mulher
Ler um livro sem saber a sinopse, ou do que se trata
Ler um livro nacional

E os livros que escolhi foram:




Armadilha, da autora Melanie Raabe se encaixa no desafio "escrito por mulher";
Big Rock quase se encaixa no desafio "livro com menos de 200 páginas", sinceramente essa categoria foi a mais difícil de preencher, então escolhi Big Rock, que tem 224 páginas; 
A escolhida é um livro "nacional" e que eu "comprei pela capa" e
O lado feio do amor, da Colleen Hoover (autora que eu amo!) entra em "livro com capa azul" e "livro que não sei a sinopse". 

Vocês vão participar da maratona literária? Já montaram a TBR de vocês? Comentem aí em baixo! Beijos <3

Encontrou algum erro nesse texto?
Envie um e-mail para bloglivrosecores@gmail.com
Nos acompanhe nas redes sociais!