Últimos assistidos #1

01 novembro 2017
Oi, gente. Tudo bem?

Esse semestre tem sido beeem puxado. Com oito disciplinas na faculdade, não tenho tido tempo pra muita coisa, mas consegui assistir alguns filmes e iniciar algumas séries mesmo assim... 


Duelo de titãs/Remeber the Titans
Ano: 2001
Direção: Boaz Yakin.

Duelo de Titãs é baseado em fatos reais e traz um técnico de futebol americano chamado Herman Boone (Denzel Washington) contratado para trabalhar com um time de uma escola secundarista. O problema é que a escola, assim como a cidade e o estado na qual esta se encontra, está fortemente dividida pela segregação racial. O técnico passa a sofrer preconceito, assim como os estudantes negros que começam a estudar na escola e jogar no time. Mas, com o tempo, o treinador ganha respeito e as relações entre brancos e negros começa a mudar. 

Eu já tinha assistido esse filme há muito tempo. Quando vi que estava disponível na Netflix, corri pra assistir novamente. Trata-se de um drama que se passa nos EUA e fala sobre segregação racial em uma escola da Virgínia. Até então, nessa escola só estudavam pessoas brancas, mas pessoas negras passam a integrar a escola e também o time de futebol americano. No início os jogadores brancos não recebem bem a notícia, nem os negros. Porém, com o tempo, amizades improváveis começam a surgir. Adoro esse filme, adoro esse tema e adorei os atores. É interessante ver o Ryan Gosling bem novinho. Mas o que mais amo são as amizades que começam a surgir independentemente da cor. Adoro esse filme e foi muito bom revê-lo. Apesar de ter um tema bem forte, não é um filme pesado, até porquê é da Disney. ★★★★★


O preço do amanhã/In time 
Ano: 2011
Diretor: Andrew Niccol.

Em um futuro próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a superpopulação, tornando o tempo a principal moeda de troca para sobreviver e também obter luxos. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, que precisam negociar sua existência, normalmente limitada aos 25 anos de vida. Quando Will Salas (Justin Timberlake) recebe uma misteriosa doação, passa a ser perseguido pelos guardiões do tempo por um crime que não cometeu, mas ele sequestra Sylvia (Amanda Seyfried), filha de um magnata, e do novo relacionamento entre vítima e algoz surge uma poderosa arma com o sistema e organização que comanda o futuro das pessoas. Sinopse do AdoroCinema.

O que eu sabia sobre esse filme era que era uma distopia (e isso me remete à Jogos Vorazes e Divergente) e que tinha o Justin Timberlake e a Amanda Seyfried no elenco. Confesso que minhas expectativas estavam bem altas, mas não foram supridas. Não que o filme seja ruim, ele não é. Mas, também não é um filme que te deixe de boca aberta no final ou que traga algo de inovador. Fiquei pensando que com essa premissa - do tempo como moeda de troca e pagamento - dava para ter feito muito mais. Mas, não se preocupe, Justin, continuo te amando. ★★★


Orgulho e Preconceito/Pride and Prejudice
Ano: 2005
Direção: Joe Wright.

Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.Sinopse do AdoroCinema.
Logo depois de ler o livro Orgulho e Preconceito, da Jane Austen (tem resenha aqui), fiquei tão apaixonada que decidi assistir ao filme que tem a Keira Knightley no papel de Elizabeth Bennet. Achei que a adaptação foi extremamente fiel ao livro e trouxe cor e música à minha imaginação. Eu não gosto muito da Keira, mas gostei dela como Elizabeth, mesmo que eu tenha a imaginado bem diferente e mais tímida. E o Sr. Darcy? Fiquei completamente apaixonada. O ator Matthey MacFadyen é mais bonito do que eu tinha imaginado o Sr. Darcy, mas acho que a arrogância serviu direitinho. ★★★★★


Coach Carter: Treino para a vida. / Coach Carter 
Ano: 2005
Direção: Thomas Carter.

Richmond, Califórnia, 1999. O dono de uma loja de artigos esportivos, Ken Carter (Samuel L. Jackson), aceita ser o técnico de basquete de sua antiga escola, onde conseguiu recordes e que fica em uma área pobre da cidade. Para surpresa de muitos ele impõe um rígido regime, em que os alunos que queriam participar do time tinham de assinar um contrato que incluía um comportamento respeitoso, modo adequado de se vestir e ter boas notas em todas as matérias. A resistência inicial dos jovens acaba e o time sob o comando de Carter vai se tornando imbatível. Quando o comportamento do time fica muito abaixo do desejável Carter descobre que muitos dos seus jogadores estão tendo um desempenho muito fraco nas salas de aula. Assim Carter toma uma atitude que espanta o time, o colégio e a comunidade. Sinopse do AdoroCinema. 

Outro filme que assisti para matar as saudades foi Coach Carter. Pra começar, tem o Samuel L. Jackson como protagonista. Nem preciso falar mais nada, né? Mas vou falar. Nesse filme, é interessante ver como o sistema não se interessa de verdade pelo futuro dos jovens. O filme é ambientado em uma escola precária onde estudam adolescentes pobres. Quando o treinador começa a fazer algumas requisições aos jogadores (como ter notas boas, por exemplo), a própria diretora da escola não se mostra interessada, assim como outros professores e os pais dos jogadores, alguns tentam até impedir isso, visando apenas o bom desempenho do time. O treinador é o único que parece se importar com o futuro dos alunos, se eles vão ou não entrar pra faculdade, que na época - e ainda hoje - era bem raro para pessoas negras de periferia. Super recomendo!  ★★★★★


Sense8 - 2° Temporada.
Ano: 2017

Grupos de pessoas ao redor do mundo que estão ligadas mentalmente, e precisam achar uma maneira de sobreviver sendo caçados por aqueles que os veem como uma ameaça para a ordem mundial. Sinopse do AdoroCinema.

A segunda temporada de Sense8 foi muito melhor que a primeira, me deixou ainda mais apaixonada. Teve muita explosão, muita sacanagem e mais intrigas do que nunca. Eu estava realmente feliz depois de assistir até que lembrei que a série foi cancelada. A notícia boa é que a Netflix vai fazer um último episódio fechando todas as pontas soltas. E então poderemos saber o final de Sun, Wolfgang (),  Lito, Kala, Nomi, Will, Capheus e Riley.  Lembrando que eu fiz uma postagem sobre a primeira temporada aqui. ★★★★★


House of Cards
Ano: 2013.

Frank Underwood é um astuto congressista norte-americano que é traído pelo presidente que ele ajudou a eleger. Com a ajuda da esposa, de uma jornalista ambiciosa e de um outro político com problemas com alcoolismo, Underwood inicia um plano para minar adversários políticos e conquistar, em alguns anos, a presidência dos Estados Unidos. Sinopse do AdoroCinema.

Comecei a assistir essa série, mas achei um tanto parada. Por mais que tivesse as intrigas políticas e os esquemas que o protagonista fazia, senti que não geravam emoção suficiente em mim. Logo depois, vieram as acusações de abuso contra Kevin Spacey, então desisti de vez de assistir. Nem vou dar estrelinhas, pois não terminei de assistir nem a primeira temporada. 


É isso, gente. Estou assistindo também (9º episódio, no momento) Hemlock Grove e quero começar a assistir outras séries, elas são minha prioridade pras férias, aí conto direitinho pra vocês o que achei. Que séries vocês estão assistindo? Já assistiram Sense8? Se não, assistam! Beijos

Resenha: O Sorriso da Hiena - Gustavo Ávila.

25 outubro 2017

O Sorriso da Hiena
Autor: Gustavo Ávila.
Páginas: 266.
Editora: Verus.
Nota: 4/5
Compre | Compre
 
É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?
Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no crescimento delas. Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos? Em O sorriso da hiena, Gustavo Ávila cria uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos, em uma história que vai manter o leitor fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade. 

Oi, gente.

A resenha de hoje é de um livro de suspense policial nacional muito conhecido e queridinho no meio literário.


O livro O Sorriso da Hiena, escrito por Gustavo Ávila, foi lançado de forma independente pelo autor em 2015 e depois de fazer  um sucesso estrondoso acabou por chamar a atenção de grandes editoras, até que em em 2017 teve seus direitos comprados pelo Grupo Editorial Record e foi publicado pela Editora Verus em uma edição novinha em folha e com uma sutil repaginada.  Já na capa há um blurb de Raphael Montes, outro grande escritor nacional de suspense e a orelha escrita por Marcelino Freire.

Além de que, a obra já teve seus direitos de adaptação comprados pela TV Globo e possivelmente será uma minissérie ou novela imperdível, então não deixa de conferir essa resenha!




O enredo é contado por um narrador onipresente e onisciente, em terceira pessoa,  e passeia sobre a história de três personagens principais, intercalando entre as três perspectivas em relação a um determinado fato. São eles: David (o provável assassino cruel e incompreendido), William (o renomado psicólogo infantil) e Arthur Veiga (o detetive antissocial).  Então, os destinos desses homens  se cruzam inesperadamente quando uma onda de desaparecimentos/homicídios começa a ocorrer, deixando todos os habitantes da cidade assustados e preocupados, pois não se tratam de crimes comuns. Em todas as cena dos crimes há apenas três cadeiras, uma língua humana cortada e uma criança de oito anos deixada órfã com um agasalho sobre as costas. Os casais desaparecidos são sempre diferentes, seja por orientação sexual, classe social, profissão, domicílio. Não há pistas além das curiosas cenas de crime e de um crime semelhante que ocorreu há 24 anos.



Assim sendo, Arthur Veiga, o famoso detetive, responsável por solucionar grandes casos, é chamado para desvendar uma cena de crime curiosa, em que nenhuma das pistas conversa, apesar de sobrepostas e rearranjadas diversas vezes, nada faz sentido. Tendo, pois, como única pista concreta, as crianças que testemunharam os crimes e agora estão traumatizadas e não querem falar sobre o assunto, o detetive as encaminha para uma consulta com o notável psicólogo infantil, William.

A partir desse momento a trama começa realmente a se desenvolver, tomando força total, vez que o possível assassino entra em contato com o psicólogo para lhe fazer um acordo em nome da ciência. A proposta é de que os crimes serem testemunhados pelas crianças para que se possa desenvolver um estudo através do acompanhamento das mesmas até a fase adulta, analisando seus comportamentos pós-trauma e se apenas um episódio violento seria capaz de mudar suas vidas para sempre e transformá-las em futuras criminosas.



Dessa forma, podemos acompanhar durante a narrativa os dilemas morais enfrentados pelo psicólogo, seu esgotamento mental, a dubiedade entre aceitar ou não aceitar o acordo, seu senso moral, seu lado humano e claro, seu lado mais cruel e egoísta, quando usa a ciência pra justificar seus atos.

Enfim, essa é a história do livro, muitos crimes, muitas mortes, eu contei umas 20, pelo menos.




O livro discute muito até que ponto o assassino é culpado pelos crimes que comete, se ele já nasceu com a crueldade ou a culpa é do meio em que cresceu, se os mais cruéis assassinos vêm de uma classe mais alta ou mais baixa, se o dinheiro resolve ou só piora a situação, se é pior ser criado por pais violentos ou não ter pais. Discute também a segurança pública no país, a violência, a indignação seletiva, os diversos problemas que enfrentamos na infância, a educação, o sistema carcerário, a política de combate às drogas, o alcoolismo, a violência doméstica, a burocracia na resolução dos crimes, a homofobia, a loucura e a sanidade, a moral, a ciência, as coincidências, as patologias criadas e adquiridas, a ética profissional, e outros vários assuntos de suma importância para a sociedade em que vivemos.




No mais, é um livro bom, com uma narrativa bem arranjada, fatos interligados e uma trama de suspense que não deixa a desejar em comparação com os livros gringos. A edição é bonita, com folhas amareladas e grossas, espaçamento adequado e um layout que não cansa os olhos, muito capricho mesmo da editora com detalhes.  Cada capítulo começa com o desenho de uma Hiena (significado que descobrimos ao longo do texto) e as cenas se intercalam através de uma rosa, que também tem uma simbologia muito importante para o texto. É uma leitura de extrema importância na literatura nacional? Sim. O livro é bom? Sim. É o melhor livro de suspense policial que eu já li na vida? Não, está muito longe de ser.



Não é um livro perfeito, nem é o melhor livro que eu já li. Fui com grandes expectativas porque amo livros do gênero e a narrativa logo atraiu a minha atenção, li muitas resenhas falando maravilhas e não queria ficar de fora, mas todo livro tem defeitos e eu vou dizer algumas coisas que eu não gostei. Deixando bem claro que são gostos pessoais e você pode adorar ou ignorar, mas eu acho necessário ressaltar.

Primeiro: há muitas pessoas fumando no livro, a todo momento, em todos os lugares, em todas as cenas. Há também várias pessoas bebendo e dirigindo logo após, eu sei que é um livro sobre assassinato e crimes horríveis, sei também que isso pode funcionar como uma característica para deixar o personagem mais humano, pouco confiável. No entanto me incomodou profundamente aquele tanto de cigarro e fumaça, em algumas horas eu ficava meio sufocada, para falar a verdade.

Segundo: Por que uma pessoa não pode ser só inteligente? Ela tem que ser a mais famosa, mais notável, mais reconhecida, gênia da ciência ultra super mega blaster inteligente. Tem que ser a melhor e tem que se afirmar como melhor, a todo momento, mesmo que não precise. Alguns personagens foram incluídos no texto só para fazer parecer que os protagonistas são os mais inteligentes do mundo. Não basta ser inteligente, a pessoa tem que, no período de 8 anos apenas, ter feito 8 semestres de medicina, se arrependido, começado psicologia, ter feito mestrado e doutorado na área, publicado livro, ser bem sucedido e altamente reconhecido no meio. Eu realmente não sei como isso é possível. E me admira muito que pessoas tão inteligentes tomem decisões tão burras. Só não entendo.

Terceiro: Estereótipos, muitos estereótipos. Parece que o autor quis desmitificar ideias a respeito de determinadas coisas, sendo que só piorou o entendimento e pareceu até um pouco preconceituoso. Por exemplo, o detetive tem síndrome de asperger, e durante todo o livro todo mundo precisa ficar dizendo isso diversas vezes, questionando a capacidade dele de fazer as coisas, ao mesmo tempo em que o autor parece que "pegou" características gerais de uma pessoa com essa síndrome e colocou no livro, enfatizando-as à exaustão. Não precisava. Outra, que o assassino fica dizendo que é um monstro, mas também não procura melhorar, nem para de matar as pessoas, então também não precisava ficar falando só disso. Os personagens não têm um arcabouço complexo, com reminiscências familiares e características peculiares, eles mais parecem um emaranhado de estereótipos.

Quarto: Críticas vazias e superficiais. Algumas críticas apenas são colocadas no livro sem serem realmente desenvolvidas, é a crítica pela crítica, o que a torna mais senso comum do que contribuição social. É um ponto que venho notando nas obras nacionais ultimamente, alguns autores se utilizam de tabus somente para "jogar" a crítica ali, sem necessariamente esta contribuir ou ter a ver com o enredo propriamente dito. Creio que se o autor não tem pretensão de desenvolver determinado argumento posteriormente, nem a crítica serve para construção de enredo ou personagem, ela não deveria existir nessa história.

Quinto: Por fim, eu não entendi muito bem o que o autor quis trazer com o livro, qual a mensagem principal. Porque o livro não tem um final que resolve tudo. O autor apresenta um ponto na história, desenvolve ele, "mata" 20 personagens para comprovar o ponto, faz diversas críticas desnecessárias para o contexto e simplesmente os crimes não são totalmente solucionados. Ninguém diz claramente qual foi a contribuição da pesquisa realizada pelo psicólogo, apenas que foi uma grande contribuição para a academia, que contribuição? Eu li duzentas e tantas páginas e cadê? Eu quero ver o estudo se ele foi assim tão importante, já que tantas pessoas morreram para que ele fosse feito, supostamente. faltou explicação nesse ponto. E os tempos decorridos são muito grandes e pouco explanados. Não sei se isso foi bom ou ruim.




Enfim, é um bom livro, uma boa proposta de enredo, com algumas falhas na trama, mas que vale a pena ser lido, nem que seja para que o leitor possa emitir sua verdadeira a opinião sobre ele depois. Não leia querendo perfeição, porque você não vai encontrar. Também não é um livro de terror e as coisas não são claras nem explicadas, cada um interpreta como quer, dando margem a erros crassos, mas isso pode ser superado, quando se analisa o todo.

Espero aparecer em breve com mais dicas de livros nacionais.

Até mais,


Melissa.

Tem alguma dúvida ou sugestão?
Envie um e-mail para bloglivrosecores@gmail.com
Nos acompanhe pelas redes sociais: 

Resenha: O Menino que Pedalava - Cassia Cassitas

22 outubro 2017
 O menino que pedalava
Autora: Cassia Cassitas
Páginas: 248.
Exemplar recebido da autora para resenha. 
Site do livro. 

"Quando chegaram à guarita do condomínio, André voltou-se para sua mãe e a viu cumprimentando o vigia. Paciência, determinação e respeito. Era isso que estavam ensinando àquele garoto malcheiroso, revoltado e às vezes insuportável. "Se quisesse ser um grande ciclista,precisava aprender a lição." André pensou. Elizabeth estacionou o carro e acionou o controle remoto para fechar o portão da garagem. Apesar de tudo, naquele dia não houve quedas nem atropelamentos. Os tinguis estavam em casa e os patos podiam voltar para o lago."

Olá!

O menino que pedalava é um livro nacional que conta a história de André, o protagonista, mas antes vamos falar da história que veio primeiro, a história de seus pais. 
Elizabeth e Mário, um jovem casal, viajam o mundo organizando os preparativos para as olimpíadas. Viajam para Seul, Barcelona e África do Sul em 1991 e é na África que Elizabeth engravida de André, um bebê que nasce sem os pés e com poliomelite.

André usa próteses no lugar de seus pés e descobre sua vocação e paixão: Ciclismo. Logo começa a treinar, fazer uma série de exercícios e regular a alimentação para estar em forma já que decidi ir para as paraolimpíadas de 2012 em Londres junto com sua amiga Mainara que também tem o mesmo sonho de André.
André passa por muitas dificuldades antes disso e também tem uma amizade desfeita quando criança, uma amizade que acreditava ser a melhor, mas que acaba de uma maneira triste.

Com o apoio de seus pais, de seu treinador, de sua amiga e de seu médico (que também é seu vizinho), André se esforça ao máximo e foca em seu objetivo de se tornar um grande ciclista.

"Amparado pelo cinto, André olhava aquele mundo novo com atenção. Em silêncio observava cada detalhe".

A escrita da autora é clara e objetiva e o mais legal foi ela contar primeiro como Elizabeth e Mário se conheceram, tornando a história mais interessante e melhor de compreender como André adquiriu a poliomelite.
O assunto abordado no livro também é surpreendente, fala do esporte e da importância dele na nossa vida e também fala um pouco sobre a deficiência em geral, já que André não tem os pés e sua amiga, Mainara teve Meningite e carrega sequelas consigo.



Os personagens são cativantes e nos emocionam com suas histórias, com sua força de querer e com a capacidade de envolver o leitor no livro.
André é um personagem incrível que mostra que, apesar dos obstáculos, com determinação se consegue aquilo que tanto deseja. Elizabeth se mostra corajosa no momento em que tem de deixar de viajar junto com seu marido para poder cuidar e acompanhar a infância de André.

O livro tem 24 capítulos e em cada capítulo tem um ano e um lugar onde se passa aquele momento que está sendo narrado. No início, são os lugares que Elizabeth viaja junto de Mário e depois começa a história de André, todos os lugares que ele visitou e morou, mas também intercala mostrando como Mário anda viajando sozinho e tendo também que acompanhar o crescimento de André.

O livro é contagiante, maravilhoso, que nos trás um novo mundo e uma nova visão sobre o esporte! 

Paula Nunes.

Tem alguma dúvida ou sugestão?
Envie um e-mail para bloglivrosecores@gmail.com
Nos acompanhe pelas redes sociais: 

Resenha: Corpo - Audrey Carlan.

19 outubro 2017
Corpo
Série/Trilogia: Trinity #1
Autora: Audrey Carlan.
Páginas: 308.
Editora: Verus. 
Exemplar recebido da editora para resenha. 

"Eu te amo. Eu te quero. Eu nunca vou te deixar." Gillian Callahan entra em pânico só de ouvir esse tipo de frase. Por anos ela viveu uma relação abusiva com seu ex-namorado violento. Agora ela está livre e segura, trabalhando para uma fundação de apoio a mulheres vítimas de violência - a mesma que a resgatou e salvou sua vida. Gillian não quer saber de homem nenhum. Até conhecer Chase Davis, o presidente da fundação. O bilionário é tão sexy e sedutor que Gillian fica sem chão. Chase sempre consegue o que quer - e ele quer Gillian.
Agora ela terá de enfrentar a batalha entre o desejo e o medo. Gillian vai conseguir confiar em Chase? Ela está segura com ele? E quão perigoso pode ser um passado sombrio... não só o dela, mas o do homem que ela aprendeu a amar?

Oi, gente. Tudo bem?
Corpo é o primeiro volume da série Trinity, da autora Audrey Carlan, mesma autora da série A Garota do Calendário. Eu ainda não havia lido nenhum livro da autora, apesar de morrer de curiosidade sobre a escrita dela.



A obra traz a história de Gillian Callahan (adorei esse nome), uma mulher independente, que trabalha para uma fundação que apoia mulheres que estão sofrendo - ou já sofreram - violência doméstica. Esse emprego é importante não apenas pela sua finalidade altruísta, mas porque a própria Gillian já foi uma vítima de violência doméstica, então é especial de uma forma pessoal para ela.

Em uma viagem a trabalho, Gillian conhece Chase Davis, um milionário que ela acaba descobrindo ser seu chefe. Os dois se envolvem rápida e profundamente, mas os passados dois dois vem à tona aos poucos tentando destruir o que o relacionamento do casal.


O ponto baixo para mim - que me levou a não dar a nota máxima ao livro - foi o início da obra. Tudo aconteceu muito rápido entre os personagens, já nas primeiras cinco páginas eles se conhecem e se envolvem. Eu queria que a autora tivesse mostrado mais os motivos do casal ter se interessado um pelo outro e não apenas a questão física.

Já os elementos positivos foram muitos... a começar pela construção e multiplicidade de personagens. Os dois protagonistas tem vidas intrincadas de detalhes, subjetividades e familiares/amigos. Deu pra ver que a autora realmente se preocupou em criar personagens realistas. Além disso, os personagens secundários são bem descritos e é fácil de conseguir imaginar suas aparências e personalidades, eles não são apenas "tapa furos".



Corpo é mais que uma história de amor, também é uma história de superação, de enfrentamento e de busca pela felicidade. A autora traz um tema importante de ser debatido: a violência doméstica, que pode ser física, emocional e/ou psicológica. A protagonista passou por um relacionamento abusivo e ainda carrega profundos traumas decorrentes disso. Deu pra perceber que a autora estudou o assunto e tentou abordá-lo de forma cuidadosa, até para, de certa forma, conscientizar.

A escrita da autora é bem atrativa, faz o leitor querer ler mais e mais. Há cenas hot bem escritas e também cenas engraçadas: as amigas da protagonista foram uma cartada de mestre da autora, pois atenuam a carga emocional mais intensa que a obra traz e ao mesmo tempo divertem o leitor. Ao final da obra, todas nós ficamos querendo uma Maria, uma Bree e uma Kat.



Mesmo com as partes clichês, Corpo é um livro que encanta e que consegue trazer algo de novo. O desfecho faz com que o leitor queira ler os próximos volumes o mais rápido possível - eu inclusive. Dei quatro estrelinhas no Skoob! Assim que eu ler os próximos livros, conto pra vocês o que achei! Beijos

Você sabia que existe uma Central de Atendimento à Mulher? A ligação é gratuita e você pode ligar para denunciar casos de violência doméstica, se informar sobre os direitos das mulheres ou serviços públicos para a população feminina. O número é 180.

Você viu algum erro nesse texto?
Envie um e-mail para bloglivrosecores@gmail.com
Nos acompanhe pelas redes sociais: