Resenha: O Menino que Pedalava - Cassia Cassitas

22 outubro 2017
 O menino que pedalava
Autora: Cassia Cassitas
Páginas: 248.
Exemplar recebido da autora para resenha. 
Site do livro. 

"Quando chegaram à guarita do condomínio, André voltou-se para sua mãe e a viu cumprimentando o vigia. Paciência, determinação e respeito. Era isso que estavam ensinando àquele garoto malcheiroso, revoltado e às vezes insuportável. "Se quisesse ser um grande ciclista,precisava aprender a lição." André pensou. Elizabeth estacionou o carro e acionou o controle remoto para fechar o portão da garagem. Apesar de tudo, naquele dia não houve quedas nem atropelamentos. Os tinguis estavam em casa e os patos podiam voltar para o lago."

Olá!

O menino que pedalava é um livro nacional que conta a história de André, o protagonista, mas antes vamos falar da história que veio primeiro, a história de seus pais. 
Elizabeth e Mário, um jovem casal, viajam o mundo organizando os preparativos para as olimpíadas. Viajam para Seul, Barcelona e África do Sul em 1991 e é na África que Elizabeth engravida de André, um bebê que nasce sem os pés e com poliomelite.

André usa próteses no lugar de seus pés e descobre sua vocação e paixão: Ciclismo. Logo começa a treinar, fazer uma série de exercícios e regular a alimentação para estar em forma já que decidi ir para as paraolimpíadas de 2012 em Londres junto com sua amiga Mainara que também tem o mesmo sonho de André.
André passa por muitas dificuldades antes disso e também tem uma amizade desfeita quando criança, uma amizade que acreditava ser a melhor, mas que acaba de uma maneira triste.

Com o apoio de seus pais, de seu treinador, de sua amiga e de seu médico (que também é seu vizinho), André se esforça ao máximo e foca em seu objetivo de se tornar um grande ciclista.

"Amparado pelo cinto, André olhava aquele mundo novo com atenção. Em silêncio observava cada detalhe".

A escrita da autora é clara e objetiva e o mais legal foi ela contar primeiro como Elizabeth e Mário se conheceram, tornando a história mais interessante e melhor de compreender como André adquiriu a poliomelite.
O assunto abordado no livro também é surpreendente, fala do esporte e da importância dele na nossa vida e também fala um pouco sobre a deficiência em geral, já que André não tem os pés e sua amiga, Mainara teve Meningite e carrega sequelas consigo.



Os personagens são cativantes e nos emocionam com suas histórias, com sua força de querer e com a capacidade de envolver o leitor no livro.
André é um personagem incrível que mostra que, apesar dos obstáculos, com determinação se consegue aquilo que tanto deseja. Elizabeth se mostra corajosa no momento em que tem de deixar de viajar junto com seu marido para poder cuidar e acompanhar a infância de André.

O livro tem 24 capítulos e em cada capítulo tem um ano e um lugar onde se passa aquele momento que está sendo narrado. No início, são os lugares que Elizabeth viaja junto de Mário e depois começa a história de André, todos os lugares que ele visitou e morou, mas também intercala mostrando como Mário anda viajando sozinho e tendo também que acompanhar o crescimento de André.

O livro é contagiante, maravilhoso, que nos trás um novo mundo e uma nova visão sobre o esporte! 

Paula Nunes.

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Resenha: Corpo - Audrey Carlan.

19 outubro 2017
Corpo
Série/Trilogia: Trinity #1
Autora: Audrey Carlan.
Páginas: 308.
Editora: Verus. 
Exemplar recebido da editora para resenha. 

"Eu te amo. Eu te quero. Eu nunca vou te deixar." Gillian Callahan entra em pânico só de ouvir esse tipo de frase. Por anos ela viveu uma relação abusiva com seu ex-namorado violento. Agora ela está livre e segura, trabalhando para uma fundação de apoio a mulheres vítimas de violência - a mesma que a resgatou e salvou sua vida. Gillian não quer saber de homem nenhum. Até conhecer Chase Davis, o presidente da fundação. O bilionário é tão sexy e sedutor que Gillian fica sem chão. Chase sempre consegue o que quer - e ele quer Gillian.
Agora ela terá de enfrentar a batalha entre o desejo e o medo. Gillian vai conseguir confiar em Chase? Ela está segura com ele? E quão perigoso pode ser um passado sombrio... não só o dela, mas o do homem que ela aprendeu a amar?

Oi, gente. Tudo bem?
Corpo é o primeiro volume da série Trinity, da autora Audrey Carlan, mesma autora da série A Garota do Calendário. Eu ainda não havia lido nenhum livro da autora, apesar de morrer de curiosidade sobre a escrita dela.



A obra traz a história de Gillian Callahan (adorei esse nome), uma mulher independente, que trabalha para uma fundação que apoia mulheres que estão sofrendo - ou já sofreram - violência doméstica. Esse emprego é importante não apenas pela sua finalidade altruísta, mas porque a própria Gillian já foi uma vítima de violência doméstica, então é especial de uma forma pessoal para ela.

Em uma viagem a trabalho, Gillian conhece Chase Davis, um milionário que ela acaba descobrindo ser seu chefe. Os dois se envolvem rápida e profundamente, mas os passados dois dois vem à tona aos poucos tentando destruir o que o relacionamento do casal.


O ponto baixo para mim - que me levou a não dar a nota máxima ao livro - foi o início da obra. Tudo aconteceu muito rápido entre os personagens, já nas primeiras cinco páginas eles se conhecem e se envolvem. Eu queria que a autora tivesse mostrado mais os motivos do casal ter se interessado um pelo outro e não apenas a questão física.

Já os elementos positivos foram muitos... a começar pela construção e multiplicidade de personagens. Os dois protagonistas tem vidas intrincadas de detalhes, subjetividades e familiares/amigos. Deu pra ver que a autora realmente se preocupou em criar personagens realistas. Além disso, os personagens secundários são bem descritos e é fácil de conseguir imaginar suas aparências e personalidades, eles não são apenas "tapa furos".



Corpo é mais que uma história de amor, também é uma história de superação, de enfrentamento e de busca pela felicidade. A autora traz um tema importante de ser debatido: a violência doméstica, que pode ser física, emocional e/ou psicológica. A protagonista passou por um relacionamento abusivo e ainda carrega profundos traumas decorrentes disso. Deu pra perceber que a autora estudou o assunto e tentou abordá-lo de forma cuidadosa, até para, de certa forma, conscientizar.

A escrita da autora é bem atrativa, faz o leitor querer ler mais e mais. Há cenas hot bem escritas e também cenas engraçadas: as amigas da protagonista foram uma cartada de mestre da autora, pois atenuam a carga emocional mais intensa que a obra traz e ao mesmo tempo divertem o leitor. Ao final da obra, todas nós ficamos querendo uma Maria, uma Bree e uma Kat.



Mesmo com as partes clichês, Corpo é um livro que encanta e que consegue trazer algo de novo. O desfecho faz com que o leitor queira ler os próximos volumes o mais rápido possível - eu inclusive. Dei quatro estrelinhas no Skoob! Assim que eu ler os próximos livros, conto pra vocês o que achei! Beijos

Você sabia que existe uma Central de Atendimento à Mulher? A ligação é gratuita e você pode ligar para denunciar casos de violência doméstica, se informar sobre os direitos das mulheres ou serviços públicos para a população feminina. O número é 180.

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Resenha: Minha vida (não tão) perfeita - Sophie Kinsella.

10 outubro 2017
Minha vida (não tão) perfeita
Autora: Sophie Kinsella
Páginas: 406. 
Editora: Record. 
Livro recebido pela editora para resenha. 

Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella.
Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa , seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter - a executiva que tem tudo a seus pés - possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Quando soube do lançamento de Minha vida (não tão) perfeita, fiquei muito feliz, pois sou muito fã da Sophie Kinsella. A sinopse me deixou bem curiosa, porque além de ter o que todos os livros da autora tem, como diversão, romances e confusões, percebi que há uma crítica à geração de hoje, que tenta mostrar que tem uma vida perfeita através das redes sociais.

Katie Brenner sempre sonhou em morar em Londres. Então depois da faculdade, foi para lá, arrumou um emprego e alugou um quarto minúsculo em um flat. No novo emprego, ela prefere ser chamada de Cat, cortou uma franja no cabelo e se livrou do seu sotaque do interior, fazendo de tudo para fazer parte de Londres.

Na verdade, sou Cat. Cat, apelido de Catherine. Porque... bem. É um nome legal. É curto e forte. É moderno. É Londres. Sou eu. Cat. Cat Brenner. 
Apesar das fotos maravilhosas que ela posta no Instagram, ela divide o flat com um cara maluco e espaçoso e seu emprego não é tão legal quanto ela pensou que seria. Ou seja, a vida dela só é perfeita nas redes sociais. Além disso, sua chefe, Demeter, parece ter tudo o que alguém pode desejar: uma casa perfeita, filhos perfeitos, marido perfeito e emprego perfeito.

Quando conhece Alex, um dos sócios da empresa na qual ela trabalha, Katie pensa que as coisas podem estar mudando para ela. Ele é bonito, divertido e criativo. Mas, tudo vai por água abaixo quando Demeter a demite. Agora, desempregada, ela se obriga a voltar para casa no interior. Claro que as protagonistas da Sophie não pagam imposto pra se meter em encrencas, então Cat decide não contar nada para seu pai e encontrar outro emprego antes que ele descubra qualquer coisa.

Em Somerset, Katie ajuda seu pai na administração de um camping de luxo, comprando mercadorias, fazendo marketing do lugar e organizando atrações para os clientes. Para sua surpresa, Demeter chega no gampling com sua família para passar o final de semana. Quando ela chega lá, ela nem se lembra mais de Katie/Cat, que decide se vingar, inventando atividades nojentas e humilhantes para sua ex chefe fazer. Nesse tempo em que passam juntas, ela passa a conhecer Demeter bem melhor. A cereja do bolo é o Alex, que chega no gampling pouco depois. 



Sophie Kinsella nunca me decepciona, a escrita dela é leve, divertida e cativante. Só parei de ler quando terminei, já com aquela sensação de "por que li tão rápido?". E, como sempre, tive que ler em local privado, pelo perigo de passar vergonha em pública dando altas gargalhadas.

A construção dos personagens, com certeza, é um ponto positivo. Cat/Katie Brenner é uma protagonista com a qual muitas leitoras vão se identificar. Ela é insegura, querendo fazer parte de algo que ela ama, mas ao mesmo tempo é autêntica e espontânea. E o crescimento dela durante a leitura é palpável, ela deixa de mentir sobre quem realmente é. Demeter também é uma personagem bem estruturada, mas não vou dar spoilers sobre ela.



A crítica que a autora traz com essa obra é bem válida. Em uma época na qual há uma pressão geral para que alcancemos a felicidade, seja através de emprego, casa própria, faculdade, carro... como fazer para não entrar nessa lógica? Qualquer Instagram que eu entrar agora vai me mostrar paisagens bonitas, roupas caras, comidas interessantes e livros novos. Nada de contas a pagar, estragos no encanamento ou caras inchadas de choro. Por que damos tanta importância às aparências quando sabemos que a vida de ninguém é perfeita?

Eu adorei esse livro e acredito que todos que buscam uma boa história de amor, drama, mas também muitas risadas, vão adorar também! Dei cinco estrelinhas bem merecidas no Skoob! Vocês já leram esse livro? Ou algum outro da autora? Comentem aí em baixo! Beijos

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Resenha: Geekerela - Ashley Poston.

04 outubro 2017


Geekereka
Autor: Ashley Poston . 
Páginas: 384.
Editora: Intrínseca.  
Nota:4.5 /5
Um divertido romance que traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje. Quando Elle Wittimer, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de seu pai morrer, ele transmitiu à filha sua paixão pelo clássico de ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca tinham ouvido falar da série. Mas a produção do filme anunciou um concurso de cosplay numa famosa convenção valendo um convite para um baile com o ator principal, e Elle não consegue resistir. Na Abóbora Mágica, o food truck vegano onde trabalha, ela encontra a ajuda de uma amiga cheia de talentos para moda que vai criar o traje perfeito para a ocasião. Afinal, o concurso é a chance de Elle se livrar das tarefas domésticas impostas pela terrível madrasta e das irmãs postiças malvadas. Já Darien Freeman, o astro adolescente escalado para ser o protagonista do filme, não está nada ansioso para o evento, embora o papel seja seu grande sonho. Visto como só mais um rostinho bonito, o próprio Darien também está começando a achar que se tornou uma farsa. Até que, no baile, ele conhece uma menina que vai provar o contrário. Esta releitura de Cinderela transporta para o universo nerd os principais elementos do clássico conto de fadas, fazendo uma verdadeira homenagem a todos aqueles que sabem o que é ser fã e se dedicar de coração àquilo que amam. 

Olá, gente!

A resenha de hoje é sobre um livro bem amorzinho, que eu não esperava muita coisa, mas acabei me surpreendendo positivamente.


O livro é escrito pela autora Ashley Poston, de quem eu nunca tinha ouvido falar, mas resolvi dar uma chance para o seu trabalho. Eu pensei que ia ser só mais uma história, assim nada muito profundo ou complexo, porque a capa era colorida demais, com brilhos, desenhos e se tratava de uma nova versão da história da Cinderela. Mas eu estava bem errada e que bom!

A história narra as desventuras de Elle (nossa Cinderela Geek) que vive, claro, com sua madrasta, que aqui não é tão má, perversa e cruel, só incompreensiva, distante, egoísta, falsa, hipócrita, um pouco burra e sem amor na vida, e com as filha dela, as gêmeas vloguers, descoladas, que sempre sugam tudo de bom que há ao redor. Elle mora com sua madrasta e suas irmãs postiças na casa que era de seu pai, uma casa bonita por fora e caindo aos pedaços por dentro, o que funciona como uma metáfora para a vida da madrasta e das gêmeas, que vivem de glamour e riqueza desfilando pela cidade, enquanto Elle tem que trabalhar fora para se sustentar e ainda realizar todos os reparos de que a casa precisa. Mas Elle está cansada e não vê a hora de completar 18 anos e se livrar dessa vida de sofrimento, numa casa cheia de lembranças e carente de amor.

E praticamente do outro lado do país, há Darien Freeman, o novo galã do pedaço, com seu porte atlético e sorriso marcante, Darien que foi descoberto em um seriado adolescente e agora não tem mais vida social. Darien não sabe como sua vida chegou exatamente aquele ponto, em um dia era um ninguém e no outro era a celebridade adolescente mais cobiçada do país, cercado por milhares de fãs loucas e histéricas, repórteres sempre atrás de mais uma derrapada sua e seu pai controlando todos os aspectos da sua vida, lhe proibindo até de tomar uma Fanta (esse refrigerante é crucial no desenvolvimento da narrativa).


Mas o que esses dois personagens têm comum e o que faz eles se encontrarem?

Se você disse Starfield, você está mais do que certo. 

Starfield é uma série televisiva sci-fi criada pela autora que reúne aspectos já conhecidos pela comunidade Geek e presentes em Star Wars, Star Trek, Guardiões da Galáxia, Doctor Who e franquias do gênero. Ou seja, é uma história dentro de outra história dentro de outra história (Starfield-Geekerela-Cinderela), um inception infinito.

E os dois personagens amam esse série, são realmente apaixonados, nerds de carteirinha.

Enquanto Elle herdou sua paixão de seus falecidos pais, que faziam cosplays quando o termo nem existia, que assistiam com ela a todos os episódios, que a levavam para todos os concursos e encontros nerds, e uma dessas convenções, inclusive, foi criada pelo seu pai, e é simplesmente o maior encontro de fãs de Starfield no mundo. Elle guarda sua paixão por Starfield como sua maior preciosidade da vida, porque é a única coisa que sua madrasta e irmãs não são capazes de destruir, e porque gostar de Starfield é lembrar dos seus pais, deixá-los mais próximos do coração, mais perto das estrelas.
Já Darien é filho de pais ricos separados, apesar de seus pais estarem vivos, eles não agem como pais de verdade, pois não há mais laços, nem tempo para isso, só há fama, dinheiro e reconhecimento. Então Darien ama Starfield porque a série traz lembranças de quando sua vida era mais fácil, quando ele podia simplesmente sair na rua sem ter medo de ser atacado, quando ele apenas desfrutava de bons momentos com seu pai vendo a série, e não tendo que carregar a responsabilidade de fazer um filme sobre ela, com uma multidão ensandecida lhe dizendo de todas as formas que ele não é capaz de fazer um filme dessa magnitude, de encarnar um papel tão importante.


Assim, os destinos de Elle e Darien vão se cruzar quando Elle, a maior fã de Starfield que já pisou nesse mundo, descobre que Darien Freeman, o galã adolescente, ídolo das suas irmãs postiças, vai encarnar o Príncipe da Federação, o personagem mais importante de Starfield. Elle simplesmente não aceita isto, ela se sente ultrajada e enganada e desabafa em seu blog, colocando tudo que sente nas palavras, Elle escreve uma crítica ferrenha à escolha do ator para o remake de sua série preferida, e seu texto se torna o mais visualizado da história da comunidade de artilheiros intergaláticos. Colocando em dúvida o talento de Darien Freeman e o futuro da franquia.  Em outro ponto está Darien, que quer muito fazer a diferença com a atuação desse personagem nessa história que ele ama desde sempre, mas está inseguro e não sabe se consegue.

Os personagens então se conhecem, sem se conhecer propriamente, graças a uma promoção em que  o vencedor do concurso de cosplays vai conhecer Darien Freeman, o novo rosto do Príncipe da Federação, e ganhar passagens para Los Angeles (creio). Então, por uma coincidência do destino (ou não) Elle, que quer muito participar do concurso para se livrar dessa vida de gata borralheira, conhece Darien (sem saber que é ele mesmo), quando este manda uma mensagem para o celular de seu pai por engano para cancelar sua participação no concurso por medo da recepção do público e para tomar as rédeas de sua vida. Dessa forma, um tanto inusitada e tão clichê nos nossos queridos romances YA's, os personagens começam a conversar anonimamente por mensagens de texto, criam laços e se apaixonam (claro).



Vamos, assim, acompanhar a saga de Elle para encontrar a fantasia perfeita e vencer o concurso junto com sua amiga estilista (e fada madrinha), Hera, que tem cabelo verde, ama K-pop, trabalha com ela na Abóbora Mágica, um food truck vegano, é  muito desaforada e, ao mesmo tempo, é a personagem mais amor de todas, a melhor amiga que Elle poderia ter. Não vamos esquecer do cachorro salsicha que elas adotam e se torna o companheiro de aventuras delas. E de Darien no set de gravações do filme de Starfield, tentando de todas as maneiras dar o seu melhor, enfrentando o seu pai, a imprensa, e tudo mais, para preservar seu amor por Elle, uma pessoa que se apaixonou por ele sem saber quem ele era. A partir disso, vão ocorrer várias confusões, desentendimentos, desventuras, algumas tragédias, brigas, armadilhas e muitas outras coisas que só deixam a história mais interessante.

O livro é narrado em primeira pessoa, com capítulos intercalados entre Elle e Darien, é divido em três partes: MIRAR, APONTAR PARA AS ESTRELAS e DISPARAR, que é a mensagem mais icônica da saga Starfield, e repetida incansavelmente pelos fãs, e dentro de Geekerela tem um significado metafórico, demonstrando como cada fase da história irá se desenvolver.

A linguagem é atual e a narrativa é bem fluida, pois tem muitas partes com mensagens de texto trocadas entre os personagens, pode ser que tenha muitos termos técnicos e referências a séries, filmes e livros que já conhecemos (ou não), mas a narrativa é simples, sem ser boba.

Os personagens são bem construídos, as motivações são plausíveis (quando você se dá conta que eles têm 16/17 anos) e o enredo é bem amarradinho. É um livro divertido, com uma mensagem bonita por trás, de que devemos valorizar quem somos, mesmo diante das dificuldades e que somos capazes de realizar nossos sonhos, mesmo que seja de maneiras que não havíamos imaginado.






A edição é muito bonita, muito mais do que eu esperava, com muitos detalhes pensados delicadamente por alguém que leu o livro e que mostrar o melhor dele. As páginas são amareladas, tamanho da letra bom, espaçamento grande, boa diagramação também. Os aspectos "físicos" da leitura não te cansam.

É um lançamento e aposta da Editora Intrínseca, e claro, precisa de umas melhoras aqui e ali na tradução, mas nada que atrapalhe a leitura, pois a edição é bonita demais, quase um artigo de luxo.  Parabéns a Editora pelo cuidado. Tem umas coisinhas que deveriam ser melhor contadas? Tem sim, mas não fazem tanta diferença assim no resultado final. E quanto a história só me resta dizer que eu recomendo muito, é um livro emocionante, apesar de ser uma releitura, é cheio de surpresas e diálogos engraçados, fofos e apaixonantes, que te dão vontade de grifar o livro inteiro.


Enfim, espero que vocês se apaixonem por esta história como eu me apaixonei e possam viver um romance nas estrelas como Elle e Darien. 

Até mais,

Melissa.
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